segunda-feira, 14 de abril de 2008
Just me - Act. II
Eu ando há 3 semanas a fazer o mesmo trabalho para Organização e Observação Escolar.
Serei eu demasiado perfeccionista?
quarta-feira, 9 de abril de 2008
sábado, 29 de março de 2008
Portishead

Estaria a mentir se dissesse que foi o concerto da minha vida, esse estatuto pertence ao de Ben Harper e será preciso muito para superá-lo, mas foi sem dúvida um dos melhores espectáculos que já assisti.
É impossível não estar apaixonado pela voz de Beth Gibbons mas na realidade Portishead, a par de outras bandas como Zero7 e Gottan Project, são as minhas bandas de eleição quando leio ou estudo não dando muita atenção, por isto fiquei surpreso comigo mesmo pois por incrível que pareça cantei as músicas todas (quase todas, o último CD saiu há semanas, dêem me um desconto).
O espectáculo começou com Silence (primeira música do novo álbum), música que começa com uma voz off brasileira, poucos foram os que notaram devido à calorosa recepção feita a Beth Gibbons. Há terceira música o coliseu Gritou e se ainda existisse alguém deslocado facilmente perceberia que estava num concerto de Portishead, Mysterous é irreconhecível e abriu horizontes para um espectáculo histórico. A partir daqui o espectáculo foi alternado entre as “velhinhas” músicas de Dummy e Portishead e o novo e poderosamente electrónico Third. Pudemos ouvir a batida forte de Machine Gun e a voz suave de Beth em Glory Box, onde a mesma pôs o Coliseu inteiro a gritar “I just want be a woman”. No fim e porque um Encore é um Encore a Roads foi recebida com uma grande ovação pelos presentes.
A viagem foi única e nem um comboio apinhado de gente que se retirava para seus lares, para junto de suas famílias, depois de um dia intensivo de trabalho, nos deixou intimidados e nos proibiu de beber o nosso Tinto acompanhado por uns salgados pistáchios (isto é a melhor palavra do mundo, leiam outra vez) e conversar sobre as politicas de jogo de Scolari mesmo que sentados no chão e ao pé da porta.
Pessoas envolvidas
Eu, Barbie, Catareca, Zickraft, Zickruft e Nando.
Recursos utilizados
Comboio, garagem da tia do João, duas garrafas de tinto, um pacote de pistáchios, bastantes lenços de papel.
Merchandising adquirido
Duas T-shirts de senhora dos Portishead, duas canecas dos Portishead.
Prémios ganhos
Uma bebida pequena no MacDonald’s.
Como foi a primeira vez que fui ao coliseu - eu sei que sou um menino - adorei a acústica e o ambiente que se criava sempre que o publico reagia.
Nesta noite mágica, apenas faltou um segundo Encore que era aguardado por todos.
Sem mais nada, até próximo concerto camaradas.
Quem diria!!
O Porto está dependente do Benfica para ser campeão. O Porto só é campeão se o Benfica perder este fim-de-semana com o Paços de Ferreira.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Old Man
Descobrimos que estamos velhos quando entramos no CineBar e vemos a nossa prima que nasceu em 92 dizer; “Um café curto, por favor!”.
sábado, 22 de março de 2008
Sexualmente correcto
Paula Bobone, assessora principal do Ministério da Cultura (é de mim, ou este cargo tem pinta de tachinho?), conhecida também por ter escrito o estrondoso êxito (lol) “Socialmente correcto” publicou recentemente mais um livro, chamado de “Profissionalmente correcto”. O priorado tem uma pergunta/sugstão; para quando o “Sexualmente correcto”?
E agora vocês dizem, mas ó Jorge Ribeiro para isso já existe o kamasutra Ilustrado (espertinhos vocês!!).
Ao que eu respondo sábia mente, os desenhinhos são muito lindos mas são apenas “tecnicamente correctos”, nada mais. Quantos e quantos homens deste país, que se dizem Machos Latinos, pensam e repensam como é que vão justificar à miúda porque é que estão a levar o carro para uma estrada de saibro sem saída e sem luz às onze da noite.
A situação do sexo oral é a mesma; “peço-lhe?” ou “empurro-lhe a cabeça para baixo?” ou “conto-lhe aquela história do meu primo quando a miúda num queria e depois gostou bastante?”. São situações que importunam muito rapazola por ai.
Um livro que tratasse quais as abordagens mais correctas, os timings, onde devíamos por a mão, eventualmente a justificação desse acto, uma espécie duma tabela que distinguisse o tipo de mulher que temos nas mãos e qual a atitude a tomar, seria uma obra útil.
E sim, eu sou uma besta! Blá, blá, blá, para vocês as mulheres são objectos, blá, blá, blá, os homens só pensam em sexo, blá, blá, blá, Whiskies Saketas, blá, blá!!
Pronto agora que já passamos os comentários feministas há frente já podem comentar. Chamemos a isto adiantar trabalho
Beijos Zickrianos (são iguais aos outros mas com um pouco mais de Glamour!!)
Happy Holidays
Eu estou completamente parvo, ao que parece agora naquelas tertúlias, aquelas maravilhosas tertúlias, onde um grupo de pessoas (ou atrasados mentais) comenta a vida de outras pessoas (ou outros atrasados mentais), os protagonistas dos cochichos ligam para o programa e defendem a sua posição. Então mas que é isto…? Já não há respeito por quem comenta a vida dos outros deliberadamente? Onde está liberdade de expressão?
Isto era terça de manhã, eu acordo, como faço todos os dias, aproximo-me do micro ondas para aquecer o leite, não que não goste dele frio, porque gosto, mas numa manhã de inverno nada melhor que amorná-lo (fui eu que inventei esta palavra!), por coincidência a televisão estava ligada, (sim a minha televisão é louca e liga-se sozinha num canal qualquer), e a história era a seguinte:
A senhora Paula Bobone, escritora famosa (lol), parece que anda a sair com um rapaz de 23 anos. Será que no seu livro “Socialmente correcto”, não há uma cláusula que proíba isso? Eu sinceramente não tenho nada contra, tirando uma ou outra ruga, ou uma pele mais descaída. A senhora já não é propriamente jovem.
Eles foram a uma festa no Mónaco, onde só se pagava 2500 Euros por cabeça, com pequeno-almoço claro, e consequentemente foram alvos de alguns comentários por parte das revistas próprias para esses fins. E ao que parece o tal rapazola não gostou e veio dizer que “ao inicio até achei graça aparecer, mas agora quero um pouco de privacidade”. E a Cinha Jardim, essa grande senhora, defendeu o casal e disse que compreendia e para não chatearem a senhora Bobona e seu amigo.
Passados uns bons 2 minutos, o leite esteve morno, também não gosto dele muito quente, a Paula Bobone ligou para o programa e esclareceu tudo.
E eu pergunto, onde é que estão os grandes e saudosos tertulianos de outros tempos? Hm? Que é feito de Cláudios Ramos e Mayas? Senhores que não temem nada e se acham no direito de ter uma opinião firme sobre a vida alheia?
Assim meus amigos, assim vai ser difícil que a tertúlia em Portugal cresça, isto é um atentado a liberdade de expressão. Foi notório que a Cinha temeu ser um mau exemplo do próximo livro da Bobone sobre ser “socialmente correcto”.
sexta-feira, 7 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
All I want is you
Eu tinha que vos mostrar isto, sinto que estou a prestar “serviço público”.
O filme é bem conhecido, chama-se Juno e ganhou o Óscar de melhor argumento original. É um bom filme acreditem, mas este vale só pelo seu início. A música inicial é de um senhor chamado Barry Louis Polisar, ao que parece é o avô cantigas lá do sítio, faz músicas para crianças portanto, a letra é bem gira. Mas o mais giro desta música é que quando a começamos a ouvir, dá-nos vontade de caminhar aos saltinhos. Isso é genial!!
Vejam por vocês mesmos:
http://www.youtube.com/watch?v=20PQBtyfNZY
Aproveitando o tema, está confirmada a presença dos Gogol Bordello no Oeiras Alive, isto no mesmo dia que Rage Against The Machine, palavras para quê, o cartaz diz tudo.
Já no outro extremo, está o Rock in Rio, apenas a duas bandas de encerrar o cartaz, confirmou recentemente os Tokyo Hotel, como é no dia mundial da criança, 1 de Junho, a criançada não paga. Vai ser mágico ver a criançada a entoar o nome de Rod Stewart, ou a cantar as músicas de 80 dos Xutos. Ao que parece a esperança dos que deram 53 euros por um bilhete (que roubo) está centrada em Amy Winehous. Não se iludam porque o facto de o nome dela estar confirmado, não quer só por si dizer que ela suba ao palco, e quem já viu Jorge Palma ao vivo sabe bem do que estou a falar.
Para finalizar, os reis do Trip Hop, Portishead, vêm a Portugal. Pode ser arriscado confessar que tenho um bilhete, numa altura em que estes se vendem a 100 euros, mas como não estamos a falar de uma banda que os seus fãs são bois de ganadaria Neo-zelandeza , e nem têm botas de biqueira de aço e cabelo grande, acho que posso arriscar.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Cometas
Sou sincero, não aprecio cometas. E sim, sou dessas pessoas que criticam tudo. Não aprecio cometas, pois não aprecio qualquer tipo de exibicionismo barato e diria mais medíocre. E vocês irão também passar a não apreciar. Pois os cometas, apesar de possuírem nomes todos pomposos, e serem apelidados de “Vagabundos do espaço”, o que lhe confere um ar de “morangos com açúcar”, são compostos por caca. Tomem!! Espertinhos.
Os cometas são compostos por gelo e bocados de poeira, chamados por vezes de “bolas de neve suja”. E isto, é caca! E quem já viu gelo nas bermas da estrada sabe bem do eu estou a falar.
“ah, mas e porque os cometas deixam rasto”, isto é outra coisa que me chateia, os caracóis também deixam rasto, e ainda por cima têm olhinhos nas antenas, que é uma coisa que parecendo que não é útil para visualizar na retaguarda, e no entanto nunca ouvi ninguém a dizer, “vistes o caracol ontem à noite? Que espectacularidade!”.
2º Aniversário
Fizemos mais um ano, claro que não deixa de ser um marco histórico, mas a nossa maturidade já não nos permite grandes comemorações. Temos orgulho neste nosso segundo aniversário, orgulho esse que exteriorizamos apenas com um pequeno sorriso, atitude correcta de alguém maduro e responsável.
Somos menos participativos é claro, mas se por um lado isso se deve ao facto de temermos a opressão do governo, por outro tentamos intervir apenas quando achamos pertinente e sempre com a sabedoria de alguém que é estúpido e tem uma opinião desajeitada sobre qualquer coisa.
Não somos os melhores do mundo, admito, mas também não estamos longe, dois, três palmos.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Estudos
É verdade, eu sou céptico em relação a estudos, para mim quem realiza estudos é gente que definitivamente não tem que fazer. Que me interessa a mim que em média passemos num sei quantas horas em filas de espera na vida, ou que a as pilhas alcalinas tem em média menos 20% de utilização que as de Litium (esta fui eu que inventei).
Já antes tinha mostrado este meu desagrado em relação a estudos, que na realidade não interessam a ninguém. Também não aprecio quais queres tipos de exames psicológicos e psico-socio-pedagógico-económicos (fui eu que inventei outra vez, esta palavra - conjunto de palavras), que definam personalidades, tendências da sociedade ou qualquer tipo de coisa.
Agora o caro leitor está a pensar, este rapaz é uma besta, ao que eu respondo, por vezes sou, mas também não aprecio leitores que falem das outras pessoas.
Apreciem como eu vou em apenas alguns pequenos parágrafos tirar toda a credibilidade a vários estudos.
Uma pessoa desconhecida chega ao pé de si caro leitor, neste caso adolescente, e pergunta-lhe: “Quantos Shots bebes numa noite?”. E o caro leitor, em frente ao seu grupo de amigos, e apesar de ser um dos caixas de óculos da turma e a única experiência que teve com álcool passa apenas pela desinfecção de feridas, vai responder: “Bebo prai uns 7 ou 9”. No dia seguinte, a manchete de uma qualquer revista dita científica (porque apresenta estudos) seria: 92,5% dos adolescentes com menos de 14 anos consome bebidas alcoólicas em demasia (considerando demasia 2 copos).
E este é que é problema, o que desacredita os estudos não sou eu, é o facto de estes serem deturpados por revistas que os usam de uma forma sensacionalista.
O caro leitor imagine-se agora numa daquelas ruas de calçada portuguesa, onde os carros não podem circular. Vai com o passo apressado pois o seu turno na pastelaria Avenida (em todo o lado há uma pastelaria Avenida, em todo o lado há avenidas) começa dentro de 20 minutos e ainda tem de vestir todo o equipamento de um ajudante de padeiro, uma senhora aparentemente elegante, é esta a ideia que eu tenho das pessoas que fazem estudos, raparigas aparentemente elegantes e sem nada para fazer, interpela-o com um suave Desculpe. O leitor topa-a e ao ver as folhas e a caneta que esta bela moça empunha nas mãos, diz: “já dei lá atrás ao seu colega”. Só quando ouve, “desculpe isto é um pequeno estudo sem fins lucrativos”, pára.
“O senhor é casado?”, “Sou sim!”. “Tem a vida sexual em dia, portanto?” (esta pergunta fui eu que inventei), como bom macho latino que um qualquer ajudante de padeiro é, responde “Tenho pois!”. “Importa-se de me precisar quantas vezes tem relacionamentos com a sua esposa por semana?”, apesar de andar metida com um ou dois senhores do poder para ter um emprego destes, esta senhora é pura demais para empregar a palavra SEXO. “Temos portanto relacionamentos cerca de 7 a 9 vezes por semana”.
A manchete do estudo seria: “Os Portugueses fazem mais sexo que os Suecos”.
Qual é o motivo disto? Na Suécia não há calçadas Portuguesas.
A Super interessante deste mês, disponibiliza um estudo científico que revela a relação entre personalidade e gostos musicais. Pode ser lido ainda que pessoas “inteligentes, criativas, liberais e tolerantes” apreciam Jazz e Blues, já os “extrovertidos, loquazes, energéticos, elevada auto-estima” ouvem Hip-Hop, os “previsíveis e convencionais” têm por hábito ouvir POP.
Sobre isto, só tenho a dizer; Foudasse!! Quem é que paga isto? Para a próxima perguntam-me a mim que eu digo-vos.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
We can change the world
Chegámos ao fim de mais um ano, a partir de amanhã, 2007 servirá apenas como referência histórica, de grandes feitos, ou de pequenos feitos, de grandes tratados, ou de pequenas guerrilhas, de grandes conversas com a nossa cara-metade, ou de pequenos actos pela noite fora, de grandes bebedeiras, ou de bebedeiras menos felizes, de grandes concertos ao ar livre, ou de pequenos acústicos em auditórios, de grandes momentos de humor, ou de piadinhas secas que apesar de tudo nos fazem sentir bem, de grandes amizades, ou de pequenas zangas, este é sem dúvida o papel do tempo, andar, não olhar para trás, não dar sequer a mínima importância ao que se passou ou ao que se vai passar, cada segundo é apenas um segundo e nada mais.
Depois deste momento de pura lamechice, vou tentar seguir de cara levantada e com o orgulho intacto.
Eu sou um ideialista. Não sou comuna, não sou recicla, não sou ambientalista, não sou vegetariano, nem tão pouco revolucionário, não sou maricas, nem sonhador. Sou um idealista. Vivo com os pés assentes na terra mas acredito que se todos mudármos / moldármos um bocadinho a nossa maneira de pensar, a nossa forma de agir, o mundo poderia ficar melhor. Há pequenos actos no dia-a-dia de puro egoísmo que podem ser evitados. Não custa fazer 500 metros a pé, não custa responder bem a uma outra pessoa, não custa não criar intrigas.
Se me perguntassem o que é que desejas para 2008?
- Tratar as pessoas por nomes, e não por apelidos inventados por mim;
- Que as pessoas saibam viver melhor em sociedade, sem grandes mariquices, apenas com respeito;
- Uma ou outra viagem de graça a algures.
Fiquem só com as minhas duas últimas parvoíces de 2007:
Medicina
Eu: Ouve lá, porque foste para Medicina?
Alguém: Porque sempre quis ajudar as pessoas! (orgulho notório)
Eu: então ias para assistente social, ou missionário!
Vegetarianismo
Eu: Ouve lá, porque é que és Vegetariano?
Recicla: porque as alfaces não fazem cocó.
Eu: Não fazem cocó?
Recicla: não, só as vacas é que fazem grandes quantidades de cocó
Recicla: e depois o cocó larga metano
Recicla: e o metano contribui 25 vezes mais que o dióxido de carbono para o efeito de estufa.
Eu: ah…e tb é por isso que fumas grandes quantidades de droga?
Recicla: não sei. E tu? Porque não és Vegetariano?
Eu: porque não consigo mugir a soja.
Eu: logo, não tenho o leite de soja para fazer Tofu (queijo de soja).
Eu: ah e também nunca consegui apanhar nenhum Seitan.
Bom 2008
We can change the world, with our own two hands
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
É natal é nata!!! Ou melhor: Foi natal, foi natal...
(Leitores: Ora bolas, cá anda este outra vez! Sumasse!!!!)
Como é habitual, as pessoas dirigem-se a este espaço para mandar piadas e 'avacalhar' um bocado, mas eu vou contrariar de certa forma essa regra. Vou desabafar, pura e simplesmente.
Bem, como tem sido satisfatório para os leitores, eu não tenho parado muito por estas bandas. Valores mais altos se têm levantado e me afastado completamente disto. (valores esses que irei publicitar num dos P.S.'s abaixo referenciados).
Ora bem, começando pela visita de Agosto do grande Alexandre. O Alexandre foi uma personagem que eu conheci quando comecei a trabalhar num certa casa que serve para dar uns pézinhos de dança e não só, imaginem que essa casa, no corredor da máquina de tabaco também oferece a possibilidade de os seus clientes jogarem ping-pong, penso que seja essa fantástica oferta que a mantém viva a 20 anos, porque de resto não vejo mais nenhuma justificação. Bem, voltando ao Badochas (era assim que o Alex era conhecido), inicialmente a nossa relação foi complicada devido ao meu grau de simpatia, digo eu, passados 3 meses de eu trabalhar no dito cujo estabelecimento, o senhor Alexandre recebeu uma resposta do género "Não não, o empregado mais simpático é o Pipe!". Como ele notou que não havia volta a dar, e como é dito pelos sábios idosos: Se não te aguentas com eles, junta-te a eles.", ele passou a dar-se bem comigo. Imaginem só, até ficava em minha casa aos fins de semana... Claro que, cada um em seu quarto. Faz hoje precisamente um ano que ele me confirmou a sua ida para o paraiso, confirmação esta que se mostrou um bocado irritante, se é que esta é a melhor palavra (amena, vá!!). Bem, o que é certo é que hoje ele namora com um pedaço de carne que eu invejo, e eu estou aqui a escrever isto após uma noite sem nexo passada com um amigo e discutida com o chefe de bares de uma discoteca concorrente.
(só escrevi isto para o post não ficar apenas com 3 linhas)
O natal passou, a folia e a bebedeira foram notórias... Ups! O que eu queria dizer é que a alegria, paz e amizade premaneceram. Tal como a alegria, a paz e a amizade, também o raio das meias aos lusangos permaneceram... Eu sei que o que conta é a intenção, mas... receber todos os anos essas meias? Por amor de Deus, onde anda a originalidade? Será original serem lilaz em vez das castanhas do ano passado e das verde tropa de a dois anos?! Haja originalidade então!!!!
A ceia de natal foi muito animada sim senhor. Das 8h as 8h10min jantei bacalhau cozido com batatas e couves (Hummm, que boum!!!!), apartir das 9h joguei ao burro com a minha avó (animadissimo também, hein?). Ainda por cima ela só sabe jogar ao burro, mas mesmo assim, eu é que fico sempre não sei quantos anos burro, o raio da velha domina o jogo...
Por fim, chega a parte das trocas de prendas! Há sempre uma tia que gosta de nos dar uns boxes do looney tones vermelhos com a parte das náldegas e do dito cujo a branco, e ainda diz orgulhosamente "Mostra meu querido, que não vi bem quando comprei". Não viu bem?!?! Seguido a isto vem o primo gozao (que por sinal é filho dela) dizer "Humm. Muito giros!!! Agora é que vai ser uma peregrinação de gajas até tua casa pa ver os boxers... até parecer mais maxo!!!". Pareces mais maxo?!?! Pareces?!?! Isto é tudo menos encorajador. Bem, lá vai ter a minha mãe mais um pano para limpar o pó. Se me dessem como prenda uma Cecilia (a italiana), isso é que era, mas não, umas meias aos lusangos e uns boxers dos looney tones são mais giros, e tornam-me mais maxo!
Enfim, espero que o vosso natal tenha sido tão bom como o meu! ;)
Sem mais atormentação me despeço com um ZicKrabraço,
Senhor José António Pipas.
P.S.: Um dos motivos do meu afastamento devesse ao facto de administrar um browsergame (http://www.gladiatus.com.pt) e a sua comunidade (http://board.gladiatus.com.pt). Há que publicitar!!!! Os outros motivos não vos interessa pa nada!!! Ou a vossa vida não vos chega?!?
P.S.2: O Jorge agora acha piada a chamar-me gordalhão. Se ele é feliz assim, que raio hei-de eu fazer?! Nada, pois... eu quero é ver os meus amigos felizes!
P.S.3: O Major bebado fica agressivo, o Jorge que o diga, andou com o esfincter anal dorido durante 4 dias...
P.S4: Agora a nossa correctora oficial (a Rute) vai corrigir os erros deste post e deixar orgulhosamente estampados num comentário. Desde já obrigado. :P
P.S5: Fui-me. Amo-vos!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Ser Tvhólico, segundo JOrge Ribeiro
Olá a todos, o meu nome é Jorge Ribeiro e sou TVhólico.
Tudo começou há uns meses, eu estava em casa, sentia-me sozinho, precisava de fazer algo e então experimentei.
Pensei, bem, uma vez não são vezes e não há-de fazer mal, é só para ver como funciona e depois paro. Infelizmente as coisas não foram assim, a partir daí começou a ser uma coisa banal, mas controlada, pensava eu, todos os dias à noite voltava a faze-lo.
As coisas pioraram e neste momento, eu simplesmente quando tenho 5 minutos volto à sala, sento me no sofá e ligo-a, seja de manhã, seja de tarde, sábado ou domingo, é indiferente, já é mais forte do que eu.
(…)
Eu descobri que sou TVhólico, porque acho que quando um Homem de 23 anos, sabe o refrão da Ilha das cores, sabe o nome de todas as séries que dão na FOX e vê todos os dias os Simpsons mesmo que estes sejam repetidos pela sétima vez, das duas uma, ou sou TVhólico ou sou atrasado mental.
(,,,)
Decidi contar ao mundo, porque acho que devem existir por esse mundo fora pessoas na mesma situação que eu, pessoas até ás quais eu mando desde já um grande abraço e aproveito para perguntar se não tem qualquer informação/documentário/episodio novo de Lost.
Pois é, hoje vim aqui para vos falar do que é ser TVhólico. E acho que é fundamental começarmos por perceber uma coisa, ser TVhólico não é ver muita televisão, a isso chama-se, não ter nada que fazer.
Portanto, para mim há 3 conceitos distintos que se confundem e que muitas pessoas associam a ser TVhólico, e passo a enunciar:
- Uma pessoa que tenha visto todos os Big Brothers, as Quintas das Celebridades, conheça as novelas da TVI, e delire com o Manuel Luís Goucha, não é TVhólica, é uma pessoa sem vida própria que defende a Estrelinha, apesar de ela ser uma fora da lei, encara os problemas das telenovelas como se fossem da sua própria vida e até faz comentários sobre as personagens, como por exemplo; “Este homem é uma besta! A tua mulher não te chega não, coitadinha!”.
- As pessoas que acordam ás 9 da manhã, vêem a praça da alegria, depois o telejornal, e por fim as tardes da Júlia, ou tentam ganhar dinheiro no Dominó. Esses são os que eu chamo carinhosamente de velhinhos e esses infelizmente não têm mesmo mais nada que fazer.
- Por fim temos aqueles que eu considero os verdadeiros TVhólicos.
Ser Tvhólico é, passar pela televisão e não conseguir ignorar que ela ali está. O TVhólico não faz o tradicional Zapping, o TVhólico tem no máximo 10 canais escolhidos por ordem de preferência.
Ser TVhólico é começar a ver um Parental Controls por brincadeira e não conseguir descolar até saber a qual delas ele vai chamar Vaca e a qual delas ele vai dar o beijo, apesar de toda a gente saber que aquilo uma farsa. Ser TVhólico é ver a RTP memória. Ser TVhólico é seguir no mínimo 3 séries, mas ter pleno conhecimento do enredo de 10. Ser TVhólico é chorar quando a Gray chora, vibrar quando o Jack cria um novo plano para sair da ilha, tratar o House por tu, chamar-lhe besta quando ele é arrogante, e dignifica-lo quando ele cura uma pessoa. Ser TVhólico é ver programas mesmo parvos e sem interesse nenhum, mas mesmo assim estar ali sentado, colado, à espera que algo aconteça.
(…)
A coisa mais parva que eu já vi como TVhólico por acaso foi ontem, estive mais de meia hora a ver um programa supostamente religioso que um brasileiro apresentava, e basicamente aquilo era assim, se querias ter sucesso a nível económico ias a umas missas que eles davam ás segundas e pronto, até teve um testemunho, que era um senhor que era pobre e bêbado e depois foi aquela igreja e ficou rico e tem duas lindas filhas.
(…)
Aquilo que eu mais gosto de ver na televisão Portuguesa…pergunta difícil essa. Onde eu me sinto mesmo TVhólico é quando vejo a Ilha das cores, sem duvidas um dos meus preferidos, e os Malucos do Riso.
E foi mais um Post.
Zickrabraço
Scolari: O Jorge Ribeiro fez isso. Essa porcaria. E o Ruim sou eu? O Burro sou eu?
terça-feira, 20 de novembro de 2007
¿Por que no te callas?
I would like thank you to the academy and i also like to announce here, please, that this here, that this here, its a bunch of burglars, its a bunch of thiefs, and a bunch of cock suuuuckers!
Pois é, hoje apetece-me aparvalhar, não sei se é de estar a chover, não sei se é de andar com muita sobrecarga académica, não sei se é porque os astros estão alinhados e o cometa Halley volta em 2061 (quem não se lembra do cometa Halley..o saudoso cometa Halley!!), só sei que me apetece. E ao contrário do que as pessoas pensam, aparvalhar não é só dizer/fazer coisas parvas, aparvalhar é dizer/fazer coisas parvas, ter noção de que estas são parvas e mesmo assim ser feliz.
Como também vejo televisão e como a minha capacidade de pensar em coisas desnecessárias é enorme, também tenho um comentário a fazer ao que sucedeu na XVII Conferência Ibero-Americana no Chile. Isto começa logo mal, fazem uma conferência Ibero-Americana e não convidam Portugal, porquê? Que eu saiba a península Ibérica é composta por dois países e não por um! O que eles queriam sei eu, queriam era no fim dançar a Bachata e trocar umas poucas de palavras maricas como arriba e Ustedes. Continuando…foi a pouca vergonha que vocês viram e o Hugo Chávez estragou lhes a festa.
Agora imaginem vocês que isto acontecia em Portugal, vamos supor que estamos na 11ª Conferência Nacional, encontram-se presentes; o Primeiro-ministro José Sócrates, o Duque de Bragança D. Duarte (DD para os amigos), o Alberto João Jardim, Jorge Nuno Pinto Da Costa, entre outros.
E perguntam vocês; “Ouve lá Jorge, o que é que faz o Pinto Da Costa ai? ”, ao que eu respondo: “Primeiro não tem vergonha na cara, senão nem saia à rua e depois o Porto é uma Nação Caragooo!!”.
A certa altura temos a seguinte conversa na mesa:
João Jardim: Ouve lá ó Sócras (eles são muito amigos), não eras tu que ias criar 150 mil postos de trabalho?
Sócras: Bom, o nosso governo tem feito tudo para que isso aconteça, vejamos, fechamos Urgências para que as pessoas recorram ás clínicas privadas criando assim postos de trabalho na área da saúde, temos também fechado escolas no interior para que os jovens não percam o velho hábito da agricultura, aumentando assim o PIB. As nossas políticas reformistas são extremamente espectaculares.
João Jardim: És mas é um palhaço, és um calão só queres é estar no poleiro (insisto, eles são mesmo muito amigos)!
Sócras: Bom, João Jardim exijo algum respeito...
(neste mesmo instante Dom Duarte intervêm)
DD: ó ó ó..João Jardim porque é que não te calas? Ó Isabelinha, pega na Maria Francisca e vamos embora antes que chegue a inquisição e tenhamos que ser exilados novamente.
Ok, isto são nitidamente pensamentos de quem não tem uma vida social activa.
Agora experimentem ler estes diálogos com os respectivos sotaques, é muito giro!!
Outra coisa que gostava de partilhar com vocês é o facto de grande parte dos furacões ter nome de mulher, ele é o Katrina, é o Rita, é o Lili, é o Íris. A explicação para isto não podia ser mais simples; o HOMEM sempre teve necessidade de descarregar a sua raiva em mulheres, vejamos no tempo de Jesus Cristo, quem era a Vaca? Maria Madalena!
No secundário quando temos uma nota má porque não estudámos, de quem é a culpa? Da Vaca da professora.
Quando a nossa namorada acaba connosco porque somos feios e pobres, de quem é a culpa? É dela que é uma Vaca.
Como vêem o HOMEM tem esta necessidade, então decidiu dar nomes de mulheres a Furacões para que haja uma certa intimidade, uma certa confiança. Sem confiança não há traições, e é isto que os furacões nos fazem, atraiçoam-nos.
Declarações de uma vitima de um furacão: “Ventos fortes se avizinhavam, nisto ela vêem lá do longe a cambalear, sem paradeiro, instalou-se, e quando finalmente tudo acabou, quando tudo parecia calmo, ela (essa Vaca) levou-me tudo, casa, carro, filhos. Ah e ainda me fez aqui um golpe na testa, que foram uns 7 pontos”.
Depois deste post temo algumas represálias por parte do governo, portanto nós não nos conhecemos e eu nunca falaria mal do Primeiro-ministro.
Sócras: Bom, antes de ir embora queria só dizer que as politicas de escrita deste Blog são extremamente espectaculares.
ZickrAbraço
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Anotações de 1 Zickr desesperado por não ter inspiração para escrever 1 post, mas conclui que depois de "postado" isto continua a ser coisa nenhuma #1
Não é fixe chamar nomes às pessoas que passam na rua, embora não as conheças de lado nenhum? Não é fixe falar do que não sabes? Não é fixe falares daquele que pensas que conheces, mas que afinal não? EHEH
Diverte-te aqui a encontrar aqui o teu estereótipo!
Vamos brincar ao "Encontra o teu padrão!". Giríssimo!
Jovem: Não sais de casa todos os dias para te embebedares e até tiras boas notas mesmo que não estudes nada?
Então és marrão!
Jovem: Ouves música alta, a tua t-shirt favorita diz "Slayer", os teus amigos vestem-se de preto, são tatuados e têm "piercings"?
Sorriso nessa cara, porque então és drogado!
Jovem: Não tens culpa que os teus pais sejam médicos ou empresários de sucesso, a tua mãe tem carteiras "Louis Vuitton" e tu vestes uma camisola cor-de-rosa "Lacoste" ou "Benetton", usas o cabelo um bocado grande porque até achas que te fica bem?
Então és beto, querido!
Jovem: Tens noites iguais a tantas outras, sempre na mesma discoteca, sempre com as mesmas pessoas, sempre dizendo "uhuh" naquela parte da mesma música e sempre bebendo uma cervejita porque andas sempre teso, fingindo um estado de embrieguez prolongado, mas que ainda assim pões no hi5 uma foto com sorrisos amarelos legendada com "que noite fantástica! Nós somos fantásticos!:) :) :)"?
Então és um gajo mesmo fixe!!!
Jovem: Pensas que tens lábia, mandas piropos nojentos, micas as gajas comentando com os amigos como foi a noite com 5 ao mesmo tempo, embora nunca te safes?
Então és um garanhão!
Jovem: O teu nível cultural e o teu QI são muito acima da média, falas de coisas como arte, literatura, racismo e opressão social?
Então és um chato!
Jovem: Usas óculos desde o queixo até à testa, és um génio de informática e não tens amigos embora tenhas vontade de conhecer as pessoas que estão à tua volta e tentas fazê-lo mas elas afastam-se de imediato?
Então és um "nerd"!
Jovem: Levas porrada em casa, andas com o fato de treino que herdaste do teu pai, dormes na rua porque não queres mais nódoas negras, pedes dinheiro para comer e toda a gente te vira as costas?
Então és um bêbedo!
Jovem: Andas com decotes porque és bonita e te ficam bem, deixaste o teu namorado porque ele te batia e agora tens outro?
Então és uma oferecida! Uma vaca! Uma cabra! Uma .....! (não vou dizer)
Jovem: Tens rastas, usas roupa larga, ouves Bob Marley e a "Música Enrolada com Família Fazuma" da antena3 e andas por aí a destruir o milho transgénico?
Então és um ganzóneas do caraças!
Jovem: escReveS axIm e gRitax cuanDuUuuh u ÉdgAr duh 8ºC te ManDa um tOkk?
Então és uma pita! wuUuiiiIiindDdAaaAahHhh!
Jovem: Cheiras mal dos pés?
Então és um queijo parmesão!
Digam lá que isto da formatação social não é giro?
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Bebé a Bordo

Boas,
Tenho que começar por dizer que o ‘Passinhos‘ tem nome e que o Creft não esteve muito longe. O nome dele é Escudeiro, é bom rapazinho e é Cartola.
Mas, eu não vim aqui falar da vida dos outros, ou por outra, se calhar até vim.
Vim cá falar de uma coisa que me arrelia muito, desde muito jovem que me questiono para que serve este tão conhecido sinal de perigo? Afinal ele nem faz parte do código da estrada.
Na minha maneira de ver as coisas, que é muito própria, a quem diga até que é estúpida, isto não passa de uma forma de exibicionismo.
Suponhamos:
Eu tenho um filho (graças a Deus que dá para supor), é cor-de-rosa como todos os outros, é redondo como todos os outros, mal abre os olhos e chora muito como todos os outros, a primeira coisa que eu me lembro é meter um autocolante no carro a dizer “bebé a bordo”. Isto não faz sentido.
E dizem vocês: “és uma besta Jorge, não vês que isso é para sensibilizar os condutores”
Ao que eu respondo: “Ahhhh….para sensibilizar os condutores, então espera, eu vou no meu veiculo, de repente passam me uns ares de rebeldia pela cabeça e penso, vou partir a traseira deste carro toda, só que no mesmo instante deparo-me com o Vitinho colado no vidro e a dizer ‘ Bebé a bordo’, faço aquela cara de Carneirinho, de quem está sensível, paro e sigo a minha vida do dia-a-dia.
Desculpem mas isto continua a não fazer sentido.
Isto faria sentido, se o autocolante dissesse “Bêbado a bordo”, assim sim. Uma pessoa tomava todas as precauções, e precavíamos alguns acidentes assim bem como alguns insultos desagradáveis, como por exemplo “A culpa é do Bêbado”, “Passas o dia no Ferradura!”.
Mas esquecendo isto, hoje contaram-me uma coisa tão parva, que eu tenho que partilhar convosco. Mas é mesmo parva…e nem sequer é gira!
É uma canção adaptada ao Rise Up do Yves La Rock (ninguém se chama isto!).
“My Dream is to find, a Madaleine with life”
Pessoas do mundo, isto além de não fazer sentido musicalmente, porque o “with life” não assenta no tempo certo, é achincalhar com pessoas.
Sem mais nada, me despeço
Obrigados Zickrs
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Pastelarias.
Num belo final de tarde um grupo de pessoal fixe (4 pessoas) dirijiu-se a uma pastelaria em Aveiro a fim de matar uma certa fome que os consumia. Não vou dizer o nome da pastelaria por razões óbvias (não que não a queira publicitar, mas é que nunca atinei com o nome daquilo, causa-me sempre uma certa confusão).
Bem, e o que se sucessedeu foi o seguinte: entramos na pastelaria, pedimos o que queriamos, o amigo do Jorge (peço desculpa, mas sou péssimo com nomes) levantou-se e deu uns paços de ballet, a senhora touxe o que tinhamos pedido, comemos e fomos embora.
Mas de focar será o que se passou entre a entrada e a saida da pastelaria, excluindo os paços de ballet. Do nada, o Pacinhos (será o nome ficticio do amigo do jorge, para não estar sempre a dizer "o amigo do Jorge") começa a falar da maneira prestável de como as senhoras da pastelaria nos atende. De facto é brilhante, creio que para estar a trabalhar num local assim, requer uma grande capacidade de decoração, um certo conhecimento do oculto e não ter qualquer vestigio de miopia ou estigmatismo. Nem sempre os clientes sabem o nome do que vão comer, e acabam por se expressar da maneira mais patética que existe (sempre acompanhada de gestos): "Olhe, eu quero aquele pastel, que é assim... 'tá a ver? E faz assim... E tem ovos moles e também furinhos lá no coiso... tá a ver?". Sem dúvida que isto requer muitas ciências do oculto, para, por exemplo, perceber o que este tipo de cliente quer.
No entanto a nossa abordagem foi diferente. Tanto eu como o Jorge, já iamos com uma ideia definida (eu, nem por isso, mas ele definiu por mim), a Maria, como é óbvio e para manter a elegância, ficou por um suminho. Quanto ao Pacinhos, adoptou a técnica do dedo indicador direito. Como o próprio nome da técnica diz, ela requer a ausência de problemas no braço direito, de modo a esticá-lo, simultaneamente com o dedo, e apontar para a vitima desejada. É aqui que entra a forte capacidade de decoração e não entra a miopia e o estigmatismo (visto que a distância de dito repositor de pastéis ainda pode ser grandinha). Sempre atenta, a senhora da pastelaria, acompanha este gesto com um olhar penetrante. E, quando o mesmo acaba e ela se apercebe qual o pastél que queremos, sai-se com algo do género: "Ah!! O que o senhor quer é o tordilhão de chila com ovos moles, com amendoa moida, chocolate da indonésia, amoras silvestres da turquia, e um leve toque de baunilha da polónia. Tudo isto, envolvido em massa folhada da romania. Né?!", ao que há uma resposta um bocado envergonhada e suportada por um profundo sentimento de ignorância: "É...é... é capaz de ser isso minha senhora...".
Bem, este poste têm direitos de autor (o Pacinhos), apenas foi adaptado e fantasiado por mim. O mérito é todo dele.
Sem mais de momento me despeço com respeitosos cumprimentos zickrianos,
ZicKreft.
P.S.: Tenho ideia que a alcunha do "Pacinhos" tinha algo a ver com o tempo dos castelos e dos reis. Era algo tipo 'Cavaleiro' ou 'Escudeiro' ou 'Arqueiro', pelo menos em 'eiro' acho que acabava.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Lambe- Cricas, ser ou não ser?
“Jorge és um Lambe-Cricas!”
É óbvio que a minha reacção foi uma coisa máscula, uma coisa de homem, uma auto-defesa; “Cala-te ó palhaço, se fosses era pra p* que te p*!!”
Após este insulto, este incidente desagradável, comecei a pensar mais profundamente no assunto. Conclui o seguinte, se calhar ser Lambe-Cricas não é assim tão mau, será que me estavam a ofender ou a elogiar?
Decidi então explorar o assunto. “Lambe” vêm do verbo lamber (Terceira pessoa do singular) e Crica, segundo o dicionário de Língua Portuguesa, 7ª edição, significa ‘uma espécie de Berbigão’. Até aqui não vejo nenhuma ofensa, penso que ser apreciador de marisco não seja assim tão mau.
Explorei o meu tema a nível de senso comum, qual a melhor maneira para conhecer o senso comum? Falar com pessoas idosas. É óbvio!
Descobri então que ser um Lambe-Cricas significa ser um “Paõzinho sem sal”, um Tótó. Uma daquelas pessoas que toda a gente tem muita estima, mas no fundo ninguém gosta. Descontente com o que tinha descoberto, continuei abrir horizontes, até que de repente me lembrei de algo que tinha aprendido na adolescência. Crica pode ser equiparado ao órgão sexual feminino, a Vagina.
A minha indignação passou para uma segunda fase, a de contentamento. Fase que durou cerca de 2 minutos, passei então para a fase em que me encontro agora, curiosidade; será que era um elogio? E se sim, como é que isto é sabido?
Falando agora de assuntos sérios, falando do mediático Caso Madeleine McCann. Há uma coisa que me anda a incomodar. Pessoas do mundo, pessoas de Portugal; parem de fazer este comentário: “Eu nunca gostei dela [Kate McCann], eu já estava a ver isto desde o inicio”.
Epá, estavam mesmo? Telefonassem para a PJ e dessem a vossa ideia!
Abraços Zickrianos
