quinta-feira, 26 de março de 2009

Gothic Summer

Estes dias de calor intenso, remeteram-me para uma problemática com a qual nunca me tinha deparado, e aposto que vocês também não, “Como será ser gótico no verão?”.

Há vários factores que me levam a querer que a número de góticos por metro quadrado decresce substancialmente no verão, tais como:

Roupa preta – como diria a minha avó, toda a gente com estudos sabe que a roupa preta absorve o calor, pois o seu índice de reflexão é próximo de zero (sim, eu expliquei à minha avó o que era o índice de reflexão). Logo o gótico passará a ser um mini-forninho (e isto sim é achincalhar um gótico. “mini-forninho? Mas eu ouço HIM desde 97” diriam eles chateados).

Dr. Martinez – para quem não sabe estas são aquelas botas de biqueira de aço que duram uma vida. São pretas, pesadas para caraças e os atacadores tem 2 metros cada um. Talvez eu seja um gajo demasiado yo e por isto o uso de chinelas no verão me pareça o mais indicado, mas a verdade é que não sei como se transporta umas Dr. Martinez com 30 graus à sombra.

Pulseiras, anéis e afins – se seguirmos a hierarquia da igreja católica, em que Deus é o senhor, Jesus Cristo está à direita e o Espírito Santo completa a Santíssima Trindade. Podemos dizer que se Deus quisesse que andássemos atulhados de bijutaria tinha-nos posto a mesma à nascença. A bijutaria faz calor, magoa e sinceramente não ajuda quem realmente quer trabalhar.

Maquilhagem – é mais que sabido que a maquilhagem com o calor, nomeadamente com o suor, se começa a deteriorar. Além de incómodo, pois a maquilhagem (ouvi dizer) faz comichão, o gótico poderá passar a ser um palhaço ou até um Emo.

Curiosidades

O Emo não é mais que um gótico que pinta o cabelo às cores e se permite vestir uma camisola de cor (isto apenas se o vocalista dos Tokio Hotel o fizer).

Emo é diminutivo de Emocore que por sua vez é abreviatura de Emotional Hardcore e ao que parece é um género musical.

Love metal é o estilo de música dos HIM que têm como influência Heavy metal e o Rock gótico.

Eu ainda sou do tempo em que só existiam seis géneros musicais: Jazz, Pop, Rock, Música clássica, Country e Alternativa.

Alternativa era o género de música onde se incluía tudo o que não se incluía nos outros.

Alternativa era o que dizíamos às miúdas que ouvia-mos, só para as impressionar.

domingo, 22 de março de 2009

Ser Professor (Capítulo I)

Ao início, era o Verbo (sempre quis começar um Post com esta expressão, repararam na virgula que dá aquele ênfase à frase, “Ao início STOP era o Verbo”)

Voltando ao nosso Post.

Ao início admito que tinha a sua piada, aquela confusão, aquele poder jogar pelos dois lados – oh não, não não não não, não estou a falar de homossexualidade – mas sinceramente perdeu o seu quê de giro, porque as pessoas são assim, fartam-se das coisas antes delas terem ainda terminado, e eu sou uma pessoa.

“Desculpe, é professor ou aluno?” ao que eu respondo educadamente “Sou professor estagiário.” E a senhora responde embaraçada “Desculpe, é que tem cara de menino” e novamente com um sorriso digo “pois”, quando na realidade o que eu queria dizer era “Desculpe eu ter tirado um curso no ensino superior”, “Desculpe eu ter andando 5 anos a estudar a sério”, “Desculpe eu ter feito electromagnetismo à primeira”, “Desculpe se não envelheci tanto quanto a senhora desejaria”. Não, não estou chateado de maneira nenhuma com esta senhora, a menos que ela volte a cair no erro de me perguntar, “Olhe desculpe, é professor ou aluno?”.

Enquanto professores a sério se debatem com questões reais e grandes; Avaliação de professores, estatuto da carreira docente, direcção de turma, conselhos pedagógicos e transição para o novo regime de administração e autonomia das escolas. Eu, Jorge Ribeiro, debato-me com a problemática serei eu Professor ou Aluno?

Devem estar vocês caros leitores e amigos de longa data a pensar “Epá ó Jorge és tão picuinhas. Vê lá se não te podem confundir, vê lá se as senhoras continuas te ofendem assim tanto ”. E ai vou ter de voltar ao início, porque ao início era o Verbo tinha piada, mas depois de 6 meses a Continua Porteira já tinha obrigação de me conhecer, a Continua do Bar igualmente, isto já para não falar do Gordo da porta que pergunta sempre, “Onde é que vais? Não és desta escola”.

Como podem constatar já tive confrontos sociais hilariantes neste meu estágio. Infelizmente não é apenas disto que é feita a vida. Deixo-vos então com aquele que é sem dúvida o meu ‘confronto’ favorito:

Senhora continua - Onde é que tu vais? (note-se que este começa com um Onde é que arrogante, seguido de um Tu vais de arrependimento. Entretanto a senhora apercebeu-se que talvez eu não fosse aluno).

Eu – Para a sala dos professores.

Senhora continua – Ai desculpe, pensava que era aluno.

Eu – Não faz mal (sorrisinho nos lábios).

Senhora continua – Blá blá blá (e é neste momento que entram os clichés, “é bom parecer mais novo”,” imagine quando tiver 40 anos”, etc. e eu tenho para mim que o cliché é como o Comunismo, entranha-se dentro de um individuo e não o deixa pensar noutra coisa, de maneiras que prefiro nem ouvir).

domingo, 15 de março de 2009

So true

Se o Benfica fosse um partido político, ganhava as eleições todos os anos.

Moral da história: Nem sempre somos maus, podemos é não estar no ramo certo.

sábado, 7 de março de 2009

Desafio musical

Esta semana no CC (curto circuito) foi lançado um tema que eu gostaria igualmente de lançar aqui no nosso Blog.

"Músicas que gosto e tenho vergonha de admitir"

O objectivo é perceber qual as músicas que vocês gostam, mas nunca o admitiriam – sóbrios.

Isto servirá basicamente para nos achincalharmos uns aos outros.


(a informação que consta neste Post foi gentilmente cedida pela Catarina Capela)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Jamunas Band


“Os Jamunas estão na casa”, é com esta magnífica expressão que início mais um Post.

Como tem sido habitual, apareço aqui hoje no rescaldo de mais um grande concerto. Desta vez foram os Jamunas Band a subir ao palco do auditório do IPJ de Aveiro. Nesta sua primeira actuação no nosso país (quando o público não ultrapassa os 30 indivíduos não é uma actuação, chamemos-lhe de convívio, logo esta foi a primeira actuação), a formação Sozense apresentou-se ao mais alto nível.

A banda liderada por Pedro Gi (não que ele seja o chefe, o líder ou o dono, mas como é de conhecimento geral, e salvo raras excepções, o vocalista é sempre o rosto da banda), composta por mais quatro elementos sendo o nome de dois deles Pequeno e Jorgito, o que reflecte a juventude da banda, tem como influências Jack Johnson, Muse, Ornatos Violeta, Silence Four, Roling stones e Blur (estas são as que pude constatar. Outras mais são referidas pelos mesmos no seu MySpace). Podendo-se então classificar como uma banda de Pop Rock Fix (corrijam-me se estiver enganado). O Fix tem bastante importância, por exemplo U2 e Coldplay são bandas de Pop Rock Foleiro.

Eram cerca de 22 horas quando o concerto começou, a banda optou por uma entrada difícil mas triunfante, apenas o guitarrista Ricardo Neta e Pedro Gi entraram em palco para reproduzir a Sitting waiting wishing de Jack Johnson. Ser a primeira banda a entrar em palco não deve ser fácil, ser o primeiro elemento muito menos, por isto foi notório o tremelique da voz de Pedro Gi nos primeiros 30 segundos.

Ao passo que o concerto se desenrolou, a banda foi ganhando mais força (tal e qual como acontecia com o Songoku nos combates) demonstrando ao auditório que se encontrava perante quatro bons músicos e um vocalista cheio de garra, carisma e uns lindos olhos verdes.

Sobre o concerto pouco mais tenho a dizer, apenas repetir o que disse ao Pedro e ao Luís no final: “pá parabéns, andem para a frente que vocês safam-se” (isto é notoriamente um comentário de alguém que sabe de música).

Curiosidades

- Pedro Gi arrisca-se a ser a única pessoa no mundo a ter usado a palavra Manhoso em Palco. Repito: no Mundo.

- Se aquilo fosse um concurso, o Pedro tinha ganho em número de pitas que estavam coladas (faz parte).

- Diz que vai sair um filme do Dragon ball, mas com personagens reais.

- Se a banda tiver um líder/dono/chefe será o Luís. Parabéns pela força e vontade de progredir.

- Quando convidei as pessoas para ir ver o concerto, alertei que não valeria os 2,5€. Neste momento estou em condições de dizer que pagava novamente os 2,5€.

- Pedro Gi poderá vir o ser conhecido como o Mick Jagger da Quintã.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Fórum de discussão - Mendigos

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Os mendigos/arrumadores/profissionais dentro do mesmo ramo dizem sempre a verdade? Achas que alguns mentem? Se achas que existem deles mentirosos, põe o teu preconceito a funcionar e diz-nos como se parece um mendigo mentiroso e como se parece um que diga a verdade (se ainda existirem desses).

Aguardamos a tua resposta. Não deixes de dar a tua opinião, porque a tua opinião interessa-nos (estamos a dar-te espaço de media, não o desperdices).
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Caderno de Apontamentos - Uma questão de distracção

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- Porque será que o filho do António tem tantos acidentes de viação?
- Sabes... Ele é um bocado despistado.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Caderno de Apontamentos - As marcas da estrada são para respeitar

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Pesado de mercadorias, que transportava peixe, virou-se na auto-estrada, deixando dezenas de peixes espalhados pela via. Condutor de ligeiro, na sequência, foi multado por pisar uma raia oblíqua.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Caderno de Apontamentos - Apregoador do Bairro Alto

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Venha, venha! Tenho pedra e não é nos rins!
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domingo, 25 de janeiro de 2009

Caderno de Apontamentos - Fascínio

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Manuela Moura Guedes tem um fascínio por Botox.

Manuela Ferreira Leite tem um fascismo por Salazar.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Caderno de Apontamentos - Gel

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Why do not surfers use hairstyling gel?

A: Because then could there be a Shockwave.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Prefixo

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Eu sou tão "do contra" que se algum dia achares que sim, a-sim será.
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domingo, 18 de janeiro de 2009

Luz acesa ou luz apagada? (take 2)

Apesar das Costelas de Adão – Mulheres – acharem que não, entre nós homens também há assuntos constrangedores. Assuntos que nos custam falar, aos quais muitas vezes nos faltam as palavras. E não, não estou apenas a falar da Homossexualidade, estou a falar de gordura. Por muito que vos pareça estranho faltam-nos as palavras quando numa conversa viril e a ‘malhar’ finos queremos dizer que certo Pedaço de carne - Mulher – está mais gorda. Usam-se expressões queridas tais como: “está mais cheiinha”, “aquelas calças já lhe estão justas”, “engordou desde que foi para a universidade”, etc. E estas são sempre seguidas de frases apaziguadoras tais como: “mas continua gira” ou “levava com ele na mesma” (sim, eu escrevi levava com ele).

Neste momento tenho metade do auditório de Fêmeas – Mulheres – boquiabertas e a pensar: porquê esta sensibilidade quando falam apenas entre homens?

Eu passo a explicar.

Como as mulheres (in)felizmente (cada um adapta ao seu estilo de vida) não se medem apenas pelo aspecto físico, tal como os anões não se medem aos palmos, mas sim em centímetros no registo civil (piada histórica), poderão existir Homens a participar na conversa que tenham namoradas ‘fortezinhas’. Como gostos não se discutem e tal e qual como pensa o Rei da selva – The Lion King – “Meat is meat”, custa-nos falar destes assuntos em grupo.

Mas isto tudo porquê? Perguntam vocês e de uma forma legítima.

Porque eu ontem numa conversa de café com alguns ‘sócios’ aprendi uma nova expressão que entrou directamente para o meu Top ten de expressões: “A Inês está-se a sair das cascas”. Têm de concordar que esta expressão é genialmente ilustrativa do que tantas vezes nos custa dizer.

Ou como diria a Shakira, “My Hips don’t lie”.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Existe coisa mais estranha que...

...um professor de educação física gordo?